BLOG - MAURICIO MARTINS

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Investindo em fundos...

Hoje é sexta-feira, e você acompanha aqui informações sobre como investir melhor o seu dinheiro em fundos de ações!

A ANBID - Associação Nacional dos Bancos de Investimento - lançou um site que ajuda o investidor a escolher melhor o fundo de investimento em que quer investir o seu dinheiro.

No boletim em áudio, foquei o comentários nos fundos de ações, que são na verdade um conglomerado de pessoas sendo sócias (por meio das ações) de empresas, com o dinheiro administrado por um banco ou corretora. Embora, claro, existam outros tipos de fundos de investimento: renda fixa, DI, cambial...

O site é de grande valia para comparar taxas de administração dos fundos, características, condições....e escolher a melhor opção para investir em fundos.

O site é: http://www.comoinvestir.com.br/

Confira mais informações no boletim em áudio:




Bom final de semana para você!

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quinta-feira, 29 de maio de 2008

Grau de investimento pela Fitch e inflação em alta!

E mais uma agência de classificação de risco elevou a nota do Brasil para o investment grade (grau de investimento). Desta vez, foi a agência Fitch. Isso ratifica a confiança dos investidores estrangeiros na economia brasileira e na capacidade de que sejam honrados os compromissos da dívida brasileira.
Além disso, hoje foi divulgado o IGP-M, índice de inflação que reajusta sobretudo aluguéis e algumas tarifas públicas. Ele mais que dobrou no mês de maio, atingindo 1,61% em maio contra 0,69% em abril. Novamente, o grande vilão foram os preços no atacado (que respondem por 60% do IGP-M), impulsionados pelos preços dos alimentos.

Acompanhe mais informações no boletim de áudio:

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quarta-feira, 28 de maio de 2008

E se foram os tempos de glória da VARIG....

Hoje publico uma reportagem do Jornal Gazeta Mercantil, do dia 26/05/2008. Um belo texto da jornalista Ana Paula Machado, que deixa com saudades todos os que conheceram (in loco, ou que ouviram falar) a antiga VARIG. Companhia aérea que por muitas décadas levou a identidade brasileira para o mundo todo e que foi o orgulho de todos os Brasileiros. Digo FOI pois a Varig, na verdade, não existe mais. Pelo menos não com a identidade e da forma como ela era antigamente. De uma companhia que chegou a ter mais de 120 aviões, entre eles imponentes Boeings 747 (nas épocas passadas) e modernos Boeings 777 mais recentemente. É uma pena que se tenha deixado a velha VARIG tomar um vôo sem volta, deixando na mão os brasileiros que tinham orgulho de viajar nela e mais ainda na mão os seus ex-funcionários, aposentados que hoje não recebem a sua aposentadoria do falido fundo de pensão AERUS. É uma triste história, que todos conhecem. Acho que o texto da jornalista Ana Paula Machado traz um excelente retrato da VARIG como ela é hoje. Excelente na descrição e na riqueza de detalhes do texto. Porém triste, por saber que "os bons tempos da Pioneira" não voltarão.

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OS BONS TEMPOS DA VARIG NÃO VOLTAM MAIS

Preço do petróleo joga pá de cal na esperança da companhia retomar vôos intercontinentais

(Ana Paula Machado)


A Gol Linhas Aéreas compra a Varig. Reacende-se a esperança do renascimento da companhia que já foi de longe a aérea mais representativa do País. Maio de 2008. A Gol cancela todos os vôos intercontinentais operados pela Varig. "No momento não pretendemos retomar essas rotas. Não está nos nossos planos", sentenciou o presidente do grupo, Constantino de Oliveira Junior. A escalada do preço do petróleo e a concorrência com as grandes empresas internacionais fizeram a Gol tomar uma atitude que frustrou grande parte dos brasileiros. "Ninguém imaginava que em um ano o preço do petróleo chegaria a mais US$ 120 o barril. É muito difícil concorrer com as companhias internacionais que cada vez mais ganham mercado nas rotas de longo curso nas ligações com o Brasil, um país que vem crescendo e atraindo as grandes operadoras", disse Oliveira Junior. As estrangeiras estão ganhando mercado aceleradamente. Um estudo elaborado pelo Núcleo de Economia Industrial e de Tecnologia (Neit) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mostra que de 2001 a julho de 2006 a participação das companhias brasileiras nas rotas internacionais despencou de 51,9% para 28,5%. O coordenador do estudo, o professor e pesquisador Marcos Barbieri interpreta como uma das causas centrais para essa queda a operação falha da Varig, que perdeu vários mercados quando passava por crise financeira. "Até a ''falência'' da Varig o mercado estava equilibrado. De repente, a participação das brasileiras despenca e as estrangeiras tomam conta. Isso foi ruim para o País porque perdemos a chance de ter uma companhia forte mundialmente", diz Barbieri. Segundo ele, nem mesmo a TAM Linhas Aéreas, que hoje detém o monopólio nas rotas internacionais das empresas brasileiras poderá recuperar o prestígio e a expertise da Varig em seus tempos áureos. "Leva tempo construir uma imagem no mercado mundial, principalmente em um setor que hoje se fortalece com fusões. Para se ter operação lucrativa em tempos de crescimento da demanda e também de custos é preciso ser forte economicamente", afirma Barbieri. "A Varig construiu sua imagem de grande empresa mundial durante décadas. Foram mais de 80 anos de operação. E o Brasil perdeu isso. Perdeu a grande chance de se firmar no mercado internacional com a Varig", ressaltou o pesquisador da Unicamp. Ainda no entendimento de Barbieri, a retomada da operação internacional da Varig sob controle da Gol foi dificultada pela débil estrutura operacional. "A Varig mantinha, apesar de inchada, uma estrutura em cada país que atuava, além de participar de alianças operacionais que facilitavam toda a operação internacional. Quando acabou, não tinha mais como retomar. É difícil recuperar a imagem de uma empresa falida", diz Barbieri. Quando iniciou operações internacionais, na década de 50, a Varig servia apenas os Estados Unidos e países da América do Sul. Com a controvertida falência da Panair em 1965, o governo militar concedeu à Varig todas as rotas internacionais. Lembre-se que a Panair tinha como principais destinos a Europa e algumas capitais sul-americanas, que interessavam a Varig e a Cruzeiro do Sul. Numa manobra polêmica, as duas empresas influenciaram o governo a decretar a falência da Panair para assumir as suas rotas. A situação foi tão inusitada que poucas horas após o anúncio do fechamento da Panair, a Varig já estava operando as linhas da ex-concorrente. O monopólio de fato da Varig em rotas internacionais veio com a aquisição da Cruzeiro do Sul, em 1975. O curioso é que essa negociação não tinha a Varig como protagonista, mas sim, a Vasp, que já dava como certa a compra da Cruzeiro do Sul e, por isso, oferecia valor muito abaixo do mercado. Os diretores da Cruzeiro resolveram, então, oferecer a empresa à Varig que fez proposta melhor e saiu vitoriosa. Apesar de continuarem empresas distintas, foi feita uma racionalização de serviços entre ambas, para evitar, por exemplo, a superposição de rotas e horários. Em 1993, a Cruzeiro foi inteiramente absorvida. Ex-diretor do extinto Departamento de Aviação Civil (DAC), o ex-ministro da Aeronáutica, Mauro Gandra diz que uma das causas para a quebra da Varig e de todo o prestígio que representava no exterior foi a falta de atitude do governo brasileiro. "Dentro do espírito neoliberal do governo Fernando Henrique Cardoso, não era permitido ajuda às empresas aéreas. Isso acabou com a Varig", diz Gandra. "O negócio de aviação não é um bom negócio. Só se sobrevive com algum tipo de subsídio", ressalta. Gandra cita a atitude do governo norte-americano que aprovou recursos para as companhias aéreas logo após o ataque às torres gêmeas em 11 de setembro de 2001. "Foram aprovados cerca de US$ 20 bilhões a fundo perdido, para dar fôlego às empresas em tempos de demanda baixa. Mas, os norte-americanos entendem que aviação é um negó-cio primordial para o crescimento da economia, o que ainda não é percebido aqui no Brasil", acrescenta o ex-ministro. "Hoje, as empresas norte-americanas estão entre as maiores do mundo e aumentaram a presença no Brasil, também em detrimento do setor nacional", ressalta Gandra para quem as empresas estrangeiras que atuam no Brasil remeteram US$ 2 bilhões a seus países somente no ano passado. "Quando tínhamos uma situação de igualdade no mercado, a Varig faturava cerca de US$ 1 bilhão, somente nas rotas internacionais. Isso foi perdido pela imprudência do governo federal", opina Gandra. Para o ex-diretor do DAC, será difícil o Brasil ter uma companhia com representantividade mundial nos próximos anos. "Há estudos que mostram que em 15 anos apenas 10 grandes empresas aéreas comandarão o mercado, entre elas quatro norte-americanas e quatro européias. Acho difícil ter uma brasileira na lista das maiores", afirma. Segundo Gandra, para ser forte no mercado internacional a empresa aérea dever ter uma base estruturada nos vôos domésticos. "Com isso, as companhias, principalmente norte-americanas, podem competir de maneira até mesmo predatória nos vôos internacionais. Elas têm a garantia de um doméstico forte - cerca de 75% da receita dessas empresas é gerada nas rotas internas de seus países de origem", afirma. Gandra ressalta que mesmo a TAM, líder no mercado doméstico, não consegue competir igualmente com as companhias estrangeiras. "Ela é forte no Brasil, mas ainda engatinha no mundo. É difícil ter representatividade que a Varig teve. Por isso, fica difícil acreditar que o País terá uma companhia entre as grandes mundiais", acrescenta. "Sinto saudades da ''estrela'' da Varig".

Fonte: Gazeta Mercantil // 26-05-2008 (pág.6; Caderno C)

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terça-feira, 27 de maio de 2008

Crédito no Brasil chega a R$1 trilhão

Volume de crédito concedido na economia brasileira chega ao nível recorde de R$1 trilhão em abril deste ano.

Nos últimos 12 meses terminados em abril deste ano, a expansão do crédito supera 30% e já atinge a marca de 36,1% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

Confira mais informações no boletim em áudio:

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segunda-feira, 26 de maio de 2008

Parada Gay movimenta a cidade de São Paulo...também na economia!

Cidade de São Paulo movimenta R$189 milhões e atrai 320 mil turistas


A Parada Gay 2008, que aconteceu no último domingo (25/05) , deve ter movimentado cerca de R$189 milhões de reais na cidade de São Paulo. Pelo menos é o que estimava a São Paulo Turismo antes da realização do evento.

A parada já é o segundo maior evento em movimentação de dinheiro na cidade de São Paulo, perdendo apenas para a Formula 1. Em número de turistas, perde apenas para a Virada Cultural.

E são turistas, sobretudo os estrangeiros, que gastam bastante na cidade. Embora respondam por apenas 5% dos turistas, os estrangeiros deixam em São Paulo cerca de R$28 mil.

Eventos como este mostram que a cidade de São Paulo tem vocação também para o turismo de lazer. É o que vem sendo mostrado nos últimos anos, com a cidade sendo procurada como destino não somente por quem vem tratar de negócios.

A Parada Gay movimenta, na verdade, todo o feriado de Corpus Chisti da cidade. A estimativa de permanência de quem veio a São Paulo para o evento é de 4 dias (de quinta a domingo). Isso reforçado por uma série de eventos preparados por parques de diversões, bares, restaurantes e baladas. É a chamada "Gay Week", que ajuda a movimentar a economia da cidade neste período.

Fora as estatísticas oficiais, que levam em conta as despesas do turista com alimentação, hospedagem, transporte e compras, está também a movimentação forte do comércio informal do centro de São Paulo e também dos vendedores formais. O Comércio popular fatura bastante com as compras pré-parada.

E o público que vem a São Paulo é um público com disposição e dinheiro para gastar. De acordo com levantamento da São Paulo Turismo, cerca de 37% ganham de 6 a 20 salários mínimos. Não é pouco!

Mais um grande evento, que movimentou a cidade e a economia da maior cidade do país.

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segunda-feira, 5 de maio de 2008

Investment Grade para o Brasil!!

Anúncio totalmente inesperado na última quarta-feira, 30/04, véspera de feriado no Brasil!!


Finalmente o Brasil é Investment Grade!! Pelo menos para a agência de classificação de risco Standard & Poors (S&P), o Brasil é um país grau de investimento, ou seja, seguro para se investir....um país que tem condições de honrar os seus compromissos, de pagar a sua dívida...

O resumo da ópera é que o país tem o aval para receber investimentos externos e que quem investir aqui estará, em tese, seguro!

O rating (classificação de risco) do Brasil em moeda estrangeira de longo prazo passou de "BB+ "para "BBB-", subindo um degrau na classificação da S&P, estando em um nível já considerado grau de investimento.

O anúncio da decisão aconteceu quase no fim da tarde de quarta-feira, 30/04/2008, e surpreendeu a todos os analistas de mercado e ao próprio governo...O mais otimista dos otimistas do mercado acreditava que este anúncio poderia acontecer mais para o terceiro trimestre do ano, SE saísse em 2008...mas a Standard and Poors entendeu que o Brasil poderia sim ter a sua classificação de risco melhorada já neste momento...e pegou todo mundo de surpresa!

A repercussão no mercado foi grande...nas últimas horas do pregão de quarta-feira, a Bovespa acentuou o otimismo e subiu mais de 6%...na quinta foi feriado e na sexta a bolsa subiu também mais de 2%...o dólar caiu fortemente frente ao real, valendo na sexta-feira R$1,65, resultado do otimismo do mercado e do forte ingresso de dólares na economia brasileira, reflexo da melhora na classificação de risco.

E o que esperar para esta semana que começa hoje? Mais otimismo no mercado...pelo menos em um primeiro momento. Mais dólares entrando, mais gente investindo na bolsa....e o dólar deve, provavelmente, se aproximar cada vez mais de R$1,60.

É aguardar para ver...Boa semana a todos!! E força!! Afinal, retornar de um feriado de 4 dias (para quem conseguiu folgar no feriado inteiro!!) requer muita força, e disposição!! Vamos em frente!