BLOG - MAURICIO MARTINS

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Dia-a-dia do aeroporto de Guarulhos

Dia-a-dia do aeroporto de Guarulhos
(por: Maurício Martins)


Movimento de pessoas dia e noite. Um local que, a qualquer hora do dia, é movimentado. Entra-e-sai de passageiros, avião chegando, controle de passaportes, bagagem passa na esteira, retirada da bagagem, alfândega, livraria 24 horas, cafezinho, free shop, filas, check-in, trafego aéreo, espera, espera mais um pouco, fila de aviões, avião decolando, avião chegando, passageiros com as malas naqueles carrinhos metálicos típicos de aeroporto, comissários imponentes em trajes azul-marinho, pilotos entrando nas aeronaves, vôo atrasado, passageiro correndo para despachar a bagagem, bagagem extraviada, mala avariada, gritos, vozes de diversos lugares do mundo, sorrisos, tristeza, abraços fortes de despedida, alegria pela chegada, saudade dos que partem, última chamada para o vôo... “Atenção senhores passageiros”, é difícil acompanhar a rotina frenética do Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos (Governador André Franco Montoro), popularmente conhecido como Aeroporto de Cumbica, e tecnicamente tratado pelas companhias aéreas como GRU.

2 grandes terminais de passageiros, e a cor cinza predomina. É cinza no concreto do teto, é cinza no piso, cinza nas paredes, cinza nas escadas rolantes...e quando não se vê o cinza, se vê o preto também do teto, preto das placas que sinalizam aos passageiros que caminho seguir, preto do permanente breu deste aeroporto. Não fossem as fachadas iluminadas e coloridas das lojas e restaurantes, este aeroporto seria ainda mais sem vida. A fachada do aeroporto remete ao passado, remete a um estilo arcaico, remete a um local de pouca vida...a iluminação é fosca, fraca, insuficiente e o ambiente parece estar sempre poluído, o chão parece estar sempre sujo por mais limpo que esteja. A aparência do aeroporto parece até deprimir os que lá estão chegando ou partindo de suas viagens. O ambiente é pouco amigável, pouco acolhedor, diria até que é sufocante. A vontade é de partir logo de lá, seja pela porta que leva à aeronave ou pela que conduz ao estacionamento. É um local tipicamente urbano e com a cara de São Paulo. Não só pelo concreto predominante encontrado em toda cidade, mas também pelo funcionamento 24 horas por dia e pela intensa movimentação de pessoas. Quem chega à cidade pelo aeroporto tem uma prévia do que vai encontrar quando sair de lá. Um aeroporto de uma cidade que nunca dorme e que está sempre atrasada e correndo, e com muito estresse.
Tudo bem que é importante a segurança do aeroporto, acima de tudo. Mas seria interessante uma reforma em GRU, não acham?

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