BLOG - MAURICIO MARTINS

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Notícias da economia hoje...

Algumas notícias da economia no dia de hoje.

Primeiro veio o índice de desemprego medido pelo SEADE/DIEESE. Ficou em 15,6% em agosto nas seis regiões metropolitanas analisadas (Belo Horizonte, Distrito Federal, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo), ligeriamente abaixo do registrado em julho (15,7%). O numero total de desempregados caiu em relação a julho. Na região metropolitana de SP, o índice ficou em 15% em agosto, o menor para o mês desde 1996. Porém, o índice é estável em relação a julho. No entanto, o número de desempregados aumentou. Isso porque foram gerados menos empregos do que o número de pessoas que entraram no mercado de trabalho.


A bolsa de valores de São Paulo (Bovespa) voltou a fechar em recorde de alta, com o IBOVESPA acima de 59.600 pontos. Trata-se de um patamar nunca visto antes. Isso significa que o conjunto de ações de empresas listadas na bolsa e que fazem parte do índice estão valendo 59.600. O índice apura o valor das ações mais negociadas na bolsa paulista, atribuindo valor maior àquelas que são mais negociadas.


O dólar voltou a cair, desta vez 0,69% para R$1,848. O EURO também cai, para R$2,61.
Parece que o otimismo voltou aos mercados financeiros, pelo menos é o movimento visto nestes últimos dias.




No entanto, um dado preocupante é a pesquisa sobre ambiente para negócios divulgada hoje pelo Banco Mundial. A pesquisa mede a situação para se abrir e manter uma empresa em cada um dos 178 países pesquisados.


O Brasil ocupa a posição 122 (!!!), continuando a ser enquadrado como uma nação onde é difícil de se fazer negócios. O país piorou uma posição em relação a 2006.
Na América Latina, estamos melhor apenas que Venezuela, Haiti, Equador e Bolívia e bem pior que Chile e México.


Os três primeiros colocados do estudo são, nesta ordem: Cingapura, Nova Zelândia e Estados Unidos.


O tempo para se abrir uma empresa também foi levantado pelo estudo. Aqui, leva-se 152 dias para iniciar um negócio. Na Dinamarca, são precisos apenas 6 dias.


Portanto, ainda são necessárias muitas evoluções para que o Brasil melhore a colocação neste ranking. Mudanças como a reforma tributária, além de simplificação de tributos e leis. E, claro, tambéma redução da carga tributária. Mas isto não é o pior. O pior é o tempo que se leva para administrar a questão tributária aqui, a infinidade de normas, leis e documentos para se preencher. A burocracia, infelizmente, ainda impera. O caminho ainda é longo. Temos potencial para crescer, mas falta criar condições e ambiente para isso. Ambiente também para que mais investimentos sejam feitos. O investidor que injeta dinheiro na economia, que abre uma empresa, quer ter segurança e saber que o negócio vai prosperar. Claro que existe segurança aqui hoje, mas poderia haver uma maior facilidade de legislação que melhorasse esse quadro.



Por hoje é só. Até a próxima.

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